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Conflito de Interesses

Psicofármacos >> Antidepressivos >> Venlift  (Venlafaxina)

Nome:VENLIFT OD

Nome genérico: CLORIDRATO DE VENLAFAXINA
FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES:
Cápsulas de liberação prolongada.
Apresentado em caixas contendo:
14 cápsulas de 75mg de venlafaxina
14 cápsulas de 150 mg de venlafaxina.
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO COMPLETA:
VENLIFT OD 75 mg: Cartucho com 14 cápsulas de liberação prolongada. Cada cápsula contém 75 mg de venlafaxina.
VENLIFT OD 150 mg: Cartucho com 14 cápsulas de liberação prolongada. Cada cápsula contém 150 mg de venlafaxina.
Excipientes: Glóbulos de Açúcar, Talco, Hidroxipropilmetilcelulose E-15 LV, Dióxido de Silício Coloidal, Metanol, Cloreto de Metileno, Etilcelulose 45 cps e Hidroxipropilmetilcelulose 6 cps.
INFORMAÇÃO AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento:
VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) é um novo medicamento indicado para o tratamento de todos os tipos de depressão. Também está indicado para o tratamento do transtorno de ansiedade generalizada. É bem absorvido após administração oral. Os efeitos benéficos de medicamentos indicados no tratamento da depressão geralmente se fazem sentir após as primeiras semanas de medicação. Venlafaxina mostrou ser eficaz em tratamentos de longo prazo (até 1 ano em depressão e 6 meses em ansiedade). Deve ser utilizado de acordo com estrita orientação de seu médico. Não deve ser utilizado em dose ou prazo diferente daquele indicado pelo seu médico.

Cuidados de armazenamento:
Conservar o medicamento em temperatura ambiente controlada (temperatura entre 20 e 25°C).
Prazo de validade:
O prazo de validade é de 36 meses contados a partir da data de fabricação indicada na embalagem externa. Após esse período o medicamento não deve ser utilizado. Não use medicamento com prazo de validade vencido.

Gravidez e lactação:
Não se recomenda o uso de antidepressivos, incluindo VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina), em mulheres grávidas ou em fase de amamentação. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.

Cuidados na administração:
“Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento”.

Interrupção de tratamento:
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Recomenda-se que VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) não seja interrompido bruscamente. A dose deve ser reduzida progressivamente de acordo com as instruções do seu médico.

Reações adversas:
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis durante o tratamento com VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina), tais como: sonolência, insônia, tonturas, nervosismo, tremores, boca seca, náuseas, vômitos, perda de apetite, prisão de ventre, dor de cabeça, fraqueza, bocejos, erupções na pele, sudorese, distúrbios visuais, distúrbios sexuais, bem como quaisquer outros sintomas.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
Ingestão concomitante com outras substâncias:
Recomenda-se que VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) seja ingerido junto com alimentos. Cada cápsula deve ser engolida inteira com a ajuda de líquidos. Não divida, esmague, mastigue nem coloque a cápsula na água.

Embora não tenha sido demonstrado que a venlafaxina aumente o efeito do álcool em reduzir a capacidade mental e motora, o uso do álcool deve ser evitado durante o tratamento com venlafaxina.
Contra-indicações e Precauções:
VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) é contra-indicado em pacientes alérgicos a venlafaxina e a pacientes recebendo inibidores da monoaminoxidase (IMAO).
VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) deve ser usado com cuidado em pacientes portadores de insuficiência renal ou hepática. Siga rigorosamente a orientação do seu médico.
Foi observada elevação da pressão arterial em alguns pacientes usando altas doses de Venlafaxina cápsulas de liberação prolongada. Nestes casos, os pacientes devem ser submetidos a monitoramento regular da pressão arterial e manter acompanhamento médico.
Até que novos estudos sejam realizados, o uso de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) está indicado exclusivamente para adultos.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) não deve ser utilizado concomitantemente com inibidores da monoaminoxidase (IMAO).

Pare de tomar o IMAO pelo menos 14 dias antes de iniciar o tratamento com VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina).

Pare de tomar VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) pelo menos 7 dias antes de iniciar tratamentocom um IMAO.

Como acontece com outros medicamentos psicoativos, os pacientes tomando VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) devem ser advertidos para não dirigirem veículos ou operarem máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
NÃO DEVE SER USADO DURANTE A GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE
INFORMAÇÃO TÉCNICA Características:
VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) é uma cápsula de liberação prolongada para administração oral que contém cloridrato de venlafaxina, um antidepressivo estruturalmente novo. O cloridrato de venlafaxina não está quimicamente relacionado aos antidepressivos tricíclicos, tetracíclicos ou outros antidepressivos disponíveis e outros fármacos usados no tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Seu nome químico é cloridrato de (R/S)-1-[2-dimetilamino)-1-(4-metoxifenil)etil] ciclohexanol ou cloridrato de (±)-1-[_- [(dimetilamino)metil]-p-metoxibenzil] ciclohexanol.
O cloridrato de venlafaxina é um sólido cristalino branco a esbranquiçado, com uma solubilidade de 572 mg/ml em água (ajustado a um teor iônico de 0,2M com cloreto de sódio). Seu coeficiente de separação octanol: água (cloreto de sódio 0,2M) é de 0,43.
VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) é formulado como cápsula de liberação prolongada para administração oral uma vez ao dia. A liberação do fármaco é controlada por difusão através da membrana de cobertura nas esferóides e não é pH-dependente. As cápsulas contêm cloridrato de venlafaxina em quantidade equivalente a 75 mg ou 150 mg de venlafaxina.o.
Farmacodinâmica:
Acredita-se que o mecanismo da ação antidepressiva da venlafaxina em seres humanos esteja relacionado com a potencialização de sua atividade neurotransmissora no Sistema Nervoso Central (SNC). Estudos pré-clínicos têm demonstrado que a venlafaxina e seu metabólito ativo, O-desmetilvenlafaxina (ODV), são potentes inibidores da recaptação neuronal de serotonina e norepinefrina e inibidores fracos da recaptação de dopamina. A venlafaxina e a ODV não têm afinidade significativa in vitro por receptores colinérgicos muscarínicos, histaminérgicos H1 ou a1-adrenérgicos. A atividade farmacológica nesses receptores pode estar relacionada com vários efeitos anticolinérgicos, sedativos e cardiovasculares observados em outros medicamentos psicotrópicos. A venlafaxina e a ODV não possuem atividade inibitória da monoaminoxidase (MAO).

Farmacocinética:
As concentrações plasmáticas de venlafaxina e ODV em estado de equilíbrio são atingidas dentro de 3 dias de tratamento com dose oral múltipla. Venlafaxina e ODV apresentam cinética linear no intervalo de dose de 75 a 450 mg/dia. A média ± DP da depuração plasmática em estado de equilíbrio da venlafaxina e ODV é 1,3±0,6 e 0,4±0,2 l/h/kg, respectivamente; a meia-vida de eliminação aparente é de 5±2 e 11±2 horas, respectivamente; e o volume aparente de distribuição (estado de equilíbrio) é de 7,5±3,7 e 5,7±1,8 l/kg, respectivamente. Venlafaxina e ODV se ligam muito pouco às proteínas plasmáticas em concentrações terapêuticas (27 e 30%, respectivamente).

Absorção:
A venlafaxina é bem absorvida e extensamente metabolizada no fígado. A O-desmetilvenlafaxina (ODV) é o único metabólito ativo importante. Com base em estudos de equilíbrio de massa, pelo menos, 92% de uma dose oral única de venlafaxina é absorvida. A biodisponibilidade absoluta da venlafaxina é de cerca de 45%. A administração de venlafaxina cápsulas de liberação prolongada (150 mg a cada 24 horas) resulta geralmente em Cmáx mais baixa (150 ng/ml para venlafaxina e 260 ng/ml para ODV) e tmáx mais tardio (5,5 horas para venlafaxina e 9 horas para ODV) do que no caso dos comprimidos de liberação imediata de venlafaxina (a Cmáx da dose de liberação imediata de 75 mg a cada 12 horas foi de 225 ng/ml para venlafaxina e 290 ng/ml para ODV; o tmáx foi de 2 horas para a venlafaxina e 3 horas para ODV). Quando foram administradas doses diárias iguais de venlafaxina sob forma de comprimidos de liberação imediata ou de cápsula de liberação prolongada, a exposição a venlafaxina e a ODV foi semelhante para os dois tratamentos, e a variação nas concentrações plasmáticas foi ligeiramente mais baixa com a cápsula de venlafaxina cápsulas de liberação prolongada. Dessa forma, a venlafaxina de liberação prolongada proporciona velocidade de absorção mais lenta, mas a mesma extensão de absorção em comparação com o comprimido de liberação imediata.
A presença de alimentos não afetou a biodisponibilidade da venlafaxina ou de seu metabólito ativo, ODV. O horário da administração (dia ou noite) não afetou a farmacocinética da venlafaxina e da ODV no caso da cápsula de 75 mg de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina).

Metabolismo e Excreção:
Após a absorção, a venlafaxina sofre extenso metabolismo pré-sistêmico no fígado, que produz principalmente a ODV, mas também a N-desmetilvenlafaxina, N,O-didesmetilvenlafaxina e outros metabólitos menores. Os estudos in vitro sugerem que a formação de ODV é catalisada pela CYP2D6; o que foi confirmado em um estudo clínico que mostrou que os pacientes com baixos níveis de CYP2D6 (metabolizadores lentos) apresentaram níveis aumentados de venlafaxina e níveis reduzidos de ODV em comparação com as pessoas com níveis normais de CYP2D6 (metabolizadores rápidos). Não se espera, entretanto, que as diferenças entre os metabolizadores lentos e rápidos para a CYP2D6 sejam clinicamente importantes, porque o total de venlafaxina e ODV é igual nos dois grupos e a venlafaxina e a ODV são, sob o ponto de vista farmacológico, aproximadamente equiativas e equipotentes.

Cerca de 87% da dose de venlafaxina é recuperada na urina dentro de 48 horas como venlafaxina inalterada (5%), ODV não conjugada (29%), ODV conjugada (26%), ou outros metabólitos menores inativos (27%). Dessa forma, a eliminação renal da venlafaxina e dos seus metabólitos é a principal via de excreção.
Populações Especiais:
Idade e Sexo: Uma análise farmacocinética de uma população de 404 pacientes tratados com venlafaxina de dois estudos que utilizaram esquemas de 2 e 3 tomadas diárias mostrou que os níveis plasmáticos mínimos ajustados pela dose, tanto da venlafaxina como da ODV, não variaram com diferenças de idade ou sexo do paciente. Em geral, não há necessidade de ajustes de doses com base na idade ou sexo do paciente. (ver Posologia).

Metabolizadores Rápidos/Lentos: As concentrações plasmáticas de venlafaxina foram maiores nos metabolizadores lentos do que nos metabolizadores rápidos para a CYP2D6. Entretanto, uma vez que a exposição total (AUC) de venlafaxina e ODV foi igual nos grupos de metabolizadores rápidos e lentos, não há necessidade de esquemas terapêuticos diferentes para esses dois grupos..

Doença Hepática:
Em 9 pacientes com cirrose hepática, a disposição farmacocinética da venlafaxina e da ODV foi significativamente alterada após administração oral da venlafaxina. A meia-vida de eliminação da venlafaxina foi prolongada em cerca de 30%, e a depuração diminuiu em cerca de 50% em pacientes cirróticos em comparação com os indivíduos normais. A meia-vida de eliminação da ODV prolongou-se em cerca de 60% e a depuração caiu em cerca de 30% em pacientes cirróticos em comparação com indivíduos normais. Observouse elevado grau de variabilidade interindividual. Três pacientes com cirrose mais grave apresentaram uma diminuição maior na depuração da venlafaxina (cerca de 90%) em comparação com indivíduos normais. Há necessidade de ajuste de dose para esses pacientes (ver Posologia).

Doença Renal:
Em um estudo com pacientes com prejuízo da função renal, a meia-vida de eliminação da venlafaxina após administração oral foi prolongada em cerca de 50% e a depuração foi reduzida em cerca de 24% em pacientes com disfunção renal (TFG=10-70 ml/min), em comparação com indivíduos normais. Em pacientes submetidos à diálise, a meia-vida de eliminação de venlafaxina foi prolongada em cerca de 180% e a depuração ficou reduzida em cerca de 57% em comparação com indivíduos normais. Da mesma forma, a meiavida de eliminação da ODV foi prolongada em cerca de 40%, embora a depuração tenha permanecido inalterada em pacientes com disfunção renal (TFG=10-70 ml/min) em comparação com indivíduos normais. Nos pacientes submetidos à diálise, a meia-vida de eliminação da ODV foi prolongada em cerca de 142% e a depuração ficou reduzida em cerca de 56%, em comparação com indivíduos normais. Observou-se elevado grau de variabilidade interindividual. Há necessidade de ajuste de dose para esses pacientes (ver Posologia).
INDICAÇÕES:
Depressão: VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) cápsulas de liberação prolongada é indicado para o tratamento da depressão.
Transtorno de Ansiedade Generalizada: VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) é indicado no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), conforme definido no DSM-IV. A ansiedade ou a tensão associada ao estresse do dia-a-dia normalmente não requer tratamento com ansiolíticos.
CONTRA-INDICAÇÕES:
VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) cápsulas de liberação prolongada é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao cloridrato de venlafaxina. É contra-indicado o uso concomitante por pacientes que estão sendo tratados com inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) (ver Advertências).

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS:
Geral
Insônia e Nervosismo
Insônia e nervosismo concomitantes ao tratamento foram mais comumente relatados pelos pacientes tratados com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada do que com placebo em análises conjuntas de estudos a curto prazo de depressão e TAG, conforme mostra a Tabela 1.

A insônia e o nervosismo resultaram, cada um, na descontinuação do tratamento de 0,9% dos pacientes tratados com venlafaxina cápsulas deliberação prolongada, nos estudos de Fase III de depressão. Nos estudos de Fase III de TAG, insônia e nervosismo resultaram na descontinuação do tratamento de 3% e 2% dos pacientes tratados com venlafaxina cápsulas de liberação programada por 8 semanas, respectivamente, e de 2% e 0,7% dos tratados por 6 meses, respectivamente.
Alterações de Apetite e Peso:
Perda de peso significativa, especialmente em pacientes deprimidos com peso abaixo do normal, pode ser um resultado indesejável do tratamento com VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina).
Ativação de Mania/Hipomania:
A mania/hipomania também foi relatada em pequena porcentagem de pacientes com distúrbios de humor que estavam sendo tratados com outros antidepressivos comercializados. Como ocorre com todos os antidepressivos, VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) deve ser usado com cuidado em pacientes com história de mania.
Midríase:
Foi relatada a ocorrência de midríase em associação ao uso da venlafaxina; dessa forma, pacientes com pressão intra-ocular elevada ou que apresentam risco de glaucoma de ângulo estreito agudo devem ser monitorizados.
Convulsões:
VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina), como muitos antidepressivos, deve ser usado com cautela no caso de pacientes com história de convulsões e deve ser interrompido sempre que o paciente apresentar convulsões.
Uso em Pacientes com Doença Concomitante
A experiência de pré-comercialização com venlafaxina em pacientes com doença sistêmica concomitante é limitada. É aconselhável cautela na administração de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) a pacientes com doenças ou condições que possam alterar as respostas hemodinâmicas ou do metabolismo.
A venlafaxina não foi avaliada ou suficientemente usada em pacientes com uma história recente de infarto do miocárdio ou doença cardíaca instável. Pacientes com esses diagnósticos foram sistematicamente excluídos de muitos estudos clínicos durante os testes de pré-comercialização do produto. A alteração média em relação aos dados iniciais nos intervalos QT corrigidos (QTc) para os pacientes tratados com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada nos estudos de depressão aumentou em relação aos pacientes tratados com placebo (aumento de 4,7 ms para venlafaxina cápsulas de liberação prolongada e diminuição de 1,9 ms para placebo).
Não se conhece a significância clínica dessas alterações. A alteração média em relação aos dados iniciais nos intervalos QT corrigidos (QTc) para pacientes tratados com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada nos estudos de TAG não foi significativamente diferente da observada nos pacientes tratados com placebo.
Em pacientes com disfunção renal (TFG=10-70 ml/min) ou cirrose hepática, a depuração da venlafaxina e de seus metabólitos ativos diminuiu, prolongando assim a meia-vida de eliminação dessas substâncias. Uma dose mais baixa pode ser necessária (ver Posologia). VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina), como todos os antidepressivos, deve ser usado com cautela nesses pacientes.
Informação aos Pacientes
Recomenda-se aos médicos esclarecer as seguintes questões com os pacientes para os quais receitarem VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) cápsulas de liberação prolongada:

Interferência com o Desempenho Cognitivo e Psicomotor
Foram conduzidos estudos clínicos a fim de avaliar os efeitos da venlafaxina nas manifestações comportamentais de indivíduos sadios. Os resultados revelaram que não há comprometimento clinicamente significativo dos desempenhos psicomotor, cognitivo ou do comportamento complexo. Entretanto, como qualquer medicamento psicoativo pode interferir na capacidade de julgamento, pensamento ou nas atividades motoras, os pacientes devem ser advertidos sobre o risco de operar equipamentos perigosos, inclusive automóveis, até que estejam razoavelmente seguros de que o tratamento com venlafaxina não apresenta efeitos adversos sobre a sua capacidade de desempenhar essas atividades.
Medicamentos Concomitantes
Os pacientes devem ser aconselhados a informar aos seus médicos se estiverem tomando, ou planejarem tomar, qualquer medicamento de venda livre ou sob prescrição, visto que existe possibilidade de interações.
Álcool
O Embora não se tenha demonstrado que a venlafaxina aumente o comprometimento causado pelo álcool sobre a atividade mental e motora, os pacientes devem ser aconselhados a evitar bebidas alcoólicas durante o tratamento com venlafaxina.
Reações Alérgicas
Os pacientes devem ser aconselhados a avisar ao seu médico caso apresentem erupções cutâneas, urticária ou um fenômeno alérgico relacionado.
Gravidez
As pacientes devem ser aconselhadas a informar ao seu médico caso engravidem ou se tiverem à intenção de engravidar durante o tratamento.
Amamentação
As pacientes devem ser aconselhadas a informar ao seu médico se elas estiverem amamentando.
Exames Laboratoriais
Não há exames laboratoriais específicos recomendados.
Carcinogênese, Mutagênese, Prejuízo da Fertilidade:
Carcinogênese
Não houve aumento de tumores com o tratamento com venlafaxina em camundongos ou em ratos.
Mutagenicidade
A venlafaxina e seu principal metabólito no homem, a O-desmetilvenlafaxina (ODV), não apresentaram efeitos mutagênicos nos testes de mutação reversa de Ames em bactérias Salmonella ou no teste de mutação de gene avançado em células de mamíferos HGPRT e de ovário de hamster chinês. A venlafaxina tampouco apresentou efeitos mutagênicos ou clastogênicos nos testes in vitro de transformação em células de camundongos BALB/C-3T3, nos testes de troca de cromátide irmã em cultura de células de ovário de hamster chinês, ou no teste in vivo de aberração cromossômica em medula óssea de ratos. A ODV não apresentou efeitos clastogênicos no teste de aberração cromossômica de célula de ovário de hamster chinês in vitro, mas houve resposta clastogênica no teste in vivo de aberração cromossômica na medula óssea de ratos.

Prejuízo da Fertilidade
Os estudos de reprodução e fertilidade em ratos não mostraram efeitos sobre a fertilidade masculina ou feminina com doses orais de até 2 vezes a dose máxima recomendada em humanos em mg/m2.
Gravidez
Efeitos Teratogênicos
A venlafaxina não causou malformações em filhotes de ratos ou coelhos que receberam doses de até 2,5 vezes (ratos) ou 4 vezes (coelhos) a dose máxima diária recomendada para humanos em mg/m2. Não há estudos adequados e bem-controlados em mulheres grávidas. Visto que os estudos de reprodução em animais de laboratório nem sempre correspondem à resposta em humanos, este medicamento só deverá ser usado durante a gravidez se for muito necessário. Parto e Nascimento
O efeito da venlafaxina sobre o trabalho de parto e o nascimento em seres humanos não é conhecido.
Lactação:
Venlafaxina e ODV são excretadas no leite humano. Por causa da possibilidade de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) causar reações adversas sérias em lactentes, deve-se decidir entre interromper a lactação ou o uso do medicamento, levando-se em conta a importância do medicamento para a mãe.
Uso em Crianças:
A segurança e a eficácia em pacientes pediátricos ainda não foram estabelecidas.
Uso Geriátrico:
Não foram observadas, em geral, diferenças quanto à eficácia ou segurança entre pacientes idosos e pacientes mais jovens, e outras experiências clínicas relatadas não têm detectado diferenças na resposta entre pacientes idosos e mais jovens. Entretanto, uma maior sensibilidade de alguns indivíduos mais velhos não pode ser descartada. Como no caso de outros antidepressivos, foram relatados vários episódios de hiponatremia e síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIADH), normalmente em idosos.
A farmacocinética da venlafaxina e da ODV não foi substancialmente alterada em idosos (ver Farmacologia Clínica). Não se recomenda nenhum ajuste de dose para os idosos com base na idade apenas, embora outras circunstâncias clínicas, algumas das quais mais comuns nos idosos, como disfunção renal ou hepática, possam justificar uma redução da dose (ver Posologia).
Advertências
Potencial de interação com inibidores da monoaminoxidase:
Foram relatadas reações adversas, algumas sérias, em pacientes que interromperam recentemente o tratamento com um inibidor da monoaminoxidase (IMAO) e iniciaram o tratamento com a venlafaxina, ou que recentemente interromperam a terapia com a venlafaxina antes do início do tratamento com um IMAO. Essas reações incluíram: tremores, espasmos musculares clínicos, diaforese, náuseas, vômitos, rubor, tontura, hipertermia com quadro semelhante à síndrome neuroléptica maligna, convulsões e morte. No caso de pacientes tratados com antidepressivos com propriedades farmacológicas semelhantes às da venlafaxina em associação com IMAO, existem também relatos de reações sérias, às vezes fatais. Para um inibidor seletivo da recaptação da serotonina, essas reações foram hipertermia, rigidez, espasmos musculares crônicos, instabilidade autônoma com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais e alterações do estado mental que incluem agitação extrema, evoluindo para delírio e coma. Alguns casos apresentaram quadros semelhantes à síndrome neuroléptica maligna. Foram relatados casos de hipertermia grave e convulsões, algumas vezes fatais, relacionadas com o uso combinado de antidepressivos tricíclicos e IMAOs. Essas reações também foram relatadas em pacientes que interromperam recentemente o tratamento com esses medicamentos e iniciaram o tratamento com um IMAO. Os efeitos do uso combinado de venlafaxina e IMAOs não foram avaliados em seres humanos ou animais. Portanto, como a venlafaxina é um inibidor da recaptação tanto da norepinefrina como da serotonina, recomenda-se que VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) cápsulas de liberação prolongada não seja usado em associação com um IMAO, ou que seja observado um intervalo de, pelo menos, 14 dias após a interrupção do tratamento com um IMAO. Com base na meia-vida da venlafaxina, recomenda-se intervalo de, pelo menos, 7 dias após a interrupção do uso da venlafaxina antes de iniciar o tratamento com um IMAO.
Hipertensão Sustentada:
O tratamento com venlafaxina está relacionado com aumentos constantes da pressão arterial em alguns pacientes.
Aumentos sustentados da SDBP podem ter consequências adversas. Portanto, recomenda-se que os pacientes que recebem VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) sejam submetidos a monitoramento regular da pressão arterial. Para pacientes que apresentarem aumento sustentado da pressão arterial, durante o tratamento com venlafaxina, deve-se considerar a redução da dose ou interrupção do tratamento.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
Como no caso de todos os medicamentos, há possibilidade de interação por vários mecanismos.
Álcool: Nos estudos até aqui realizados a administração de venlafaxina em esquema estável não amplificou os efeitos psicomotores e psicométricos induzidos pelo etanol nesses mesmos indivíduos quando não estavam recebendo venlafaxina.
Cimetidina: A administração concomitante de cimetidina e de venlafaxina, ambas em estado de equilíbrio, resultou na inibição do metabolismo de primeira passagem da venlafaxina em 18 indivíduos saudáveis. A depuração oral da venlafaxina ficou reduzida em cerca de 43% e a exposição (AUC) e a concentração máxima (Cmáx) do fármaco aumentaram em cerca de 60%. Entretanto, a co-administração de cimetidina não teve efeito aparente sobre a farmacocinética da ODV, a qual está presente em quantidade muito maior na circulação do que a venlafaxina. A expectativa é de que a atividade geral da venlafaxina mais ODV aumente apenas ligeiramente, e nenhum ajuste de dose seja necessário para a maioria dos adultos normais. Entretanto, para pacientes com hipertensão preexistente e para pacientes idosos ou pacientes com disfunção hepática, não se sabe se há interação relacionada com o uso concomitante de venlafaxina e cimetidina e potencialmente pode ser mais pronunciada. Dessa forma, aconselha-se cautela com tais pacientes.
Diazepam: Com venlafaxina administrada na dose de 150 mg/dia em estado de equilíbrio, uma dose única de 10 mg de diazepam não parece ter alterado a farmacocinética tanto da venlafaxina como da ODV em 18 indivíduos saudáveis do sexo masculino. A venlafaxina também não tem qualquer efeito sobre a farmacocinética do diazepam ou de seu metabólito ativo, desmetildiazepam, nem interfere nos efeitos psicomotores e psicométricos induzidos por diazepam.
Haloperidol: A venlafaxina administrada em estado de equilíbrio na dose de 150 mg/dia a 24 indivíduos saudáveis diminuiu a depuração total da dose oral (Cl/F) de uma dose única de 2 mg de haloperidol em 42%, o que resultou em um aumento da AUC do haloperidol de 70%. Além disso, a Cmáx do haloperidol aumentou 88% quando co-administrado com venlafaxina, mas a meia-vida de eliminação do haloperidol (t1/2) permaneceu inalterada. Não se conhece o mecanismo que explica este resultado.
Lítio: A farmacocinética em estado de equilíbrio da venlafaxina administrada na dose de 150 mg/dia não foi alterada após administração de dose única oral de 600 mg de lítio a 12 indivíduos saudáveis do sexo masculino. A farmacocinética da ODV também não foi alterada. A venlafaxina não alterou a farmacocinética do lítio.
Fármacos com Alta Taxa de Ligação às Proteínas Plasmáticas: A taxa de ligação da venlafaxina às proteínas plasmáticas não é elevada; dessa forma, a administração de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) a um paciente em tratamento com outro fármaco que tenha alta taxa de ligação às proteínas não deve causar aumento das concentrações livres do outro fármaco.
Fármacos que Inibem as Isoenzimas do Citocromo P450: Inibidores da CYP2D6: Estudos in vitro e in vivo indicam que a venlafaxina é metabolizada, dando origem ao seu metabólito ativo, ODV, pela CYP2D6, a isoenzima responsável pelo polimorfismo genético observado no metabolismo de muitos antidepressivos. Portanto, existe potencial para interação entre fármacos que inibem o metabolismo mediado pela CYP2D6 da venlafaxina, reduzindo o metabolismo da venlafaxina para ODV, resultando em aumento das concentrações plasmáticas de venlafaxina e diminuição das concentrações do metabólito ativo. Acredita-se que inibidores da CYP2D6, como a quinidina, apresentem esse efeito, mas que seria igual ao observado em pacientes que são geneticamente metabolizadores lentos para a CYP2D6 (ver Farmacologia Clínica). Portanto, não é necessário ajuste de dose quando a venlafaxina é co-administrada com um inibidor da CYP2D6. Os efeitos do uso concomitante de venlafaxina com fármaco(s) que tenha(m) o potencial de inibir a CYP2D6 e a CYP3A4, as principais enzimas que metabolizam a venlafaxina, não foram estudados. Dessa forma, é aconselhável cautela no caso de o tratamento incluir venlafaxina e qualquer substância que produza inibição simultânea desses dois sistemas enzimáticos.
Fármacos Metabolizados pelas Isoenzimas do Citocromo P450: CYP2D6: Estudos in vitro indicam que a venlafaxina é um inibidor relativamente fraco da CYP2D6. Esses resultados têm sido confirmados em um estudo clínico de interação medicamentosa comparando o efeito davenlafaxina ao da fluoxetina no metabolismo mediado pela CYP2D6 do dextrometorfano para o dextrorfano. Imipramina – A venlafaxina não altera a farmacocinética da imipramina e da 2-OH-imipramina. Entretanto, a AUC, Cmáx e Cmín da desipramina aumentaram em cerca de 35% na presença da venlafaxina. A AUC da 2-OHdesipramina aumentou pelo menos 2,5 vezes (com venlafaxina 37,5 mg a cada 12 horas) e 4,5 vezes (com venlafaxina 75 mg a cada 12 horas). A imipramina não alterou a farmacocinética da venlafaxina e da ODV. Não se conhece a significância clínica do nível elevado de 2-OH-desipramina. Risperidona – A venlafaxina administrada em dose de 150 mg/dia em estado de equilíbrio inibiu levemente o metabolismo mediado pela CYP2D6 da risperidona (administrada em uma dose única oral de 1 mg) que dá origem ao seu metabólito ativo, 9-hidroxirisperidona, resultando em um aumento aproximado de 32% na AUC da risperidona. Entretanto, a co-administração da venlafaxina não alterou significativamente o perfil farmacocinético da parte ativa (risperidona mais 9-hidroxirisperidona). CYP3A4: A venlafaxina não inibe a CYP3A4 in vitro. Este resultado foi confirmado in vivo pelos estudos clínicos de interações medicamentosas nos quais a venlafaxina não inibiu o metabolismo de vários substratos CYP3A4, incluindo alprazolam, diazepam e terfenadina. Indinavir – Em um estudo com 9 voluntários saudáveis, a venlafaxina, administrada em estado de equilíbrio em dose de 150 mg/dia, resultou em diminuição de 28% da AUC de uma dose única oral de 800 mg de indinavir e diminuição de 36% na Cmáx do indinavir. A farmacocinética da venlafaxina e da ODV não foi alterada pelo indinavir. Não se conhece a significância clínica deste resultado.
CYP1A2: A venlafaxina não inibe a CYP1A2 in vitro. Esse resultado foi confirmado in vivo num estudo clínico de interação medicamentosa no qual a venlafaxina não inibiu o metabolismo da cafeína, um substrato da CYP1A2. CYP2C9: A venlafaxina não inibe a CYP2C9 in vitro. Não se sabe qual o significado clínico desse resultado. CYP2C19: A venlafaxina não inibe o metabolismo do diazepam, que é parcialmente metabolizado pela CYP2C19 (ver Diazepam acima).
Medicamentos com Ação sobre o Sistema Nervoso Central (SNC) O risco do uso da venlafaxina em associação com outros medicamentos com ação sobre o SNC não tem sido sistematicamente avaliado (exceto no caso dos mencionados acima). Conseqüentemente, aconselha-se cautela caso se torne necessária à administração concomitante desses medicamentos com a venlafaxina.
Tratamento Eletroconvulsivo
Não há dados clínicos que estabeleçam o benefício do tratamento eletroconvulsivo em associação com o tratamento com VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) cápsulas de liberação prolongada.
ABUSO E DEPENDÊNCIA DO MEDICAMENTO
Dependência Física e Psicológica
Estudos in vitro demonstraram que a venlafaxina não possui praticamente qualquer afinidade por receptores opiáceos, benzodiazepínicos, fenciclidina (PCP) ou do ácido N-metil-D-aspártico (NMDA). A venlafaxina não apresentou qualquer atividade estimulante significativa sobre o SNC em roedores. Nos estudos de discriminação de medicamento com primatas, a venlafaxina não demonstrou nenhum risco significativo de abuso por efeitos estimulantes ou depressores.
Foram relatados efeitos de interrupção do medicamento em pacientes tratados com venlafaxina (ver Posologia).
Embora a venlafaxina não tenha sido sistematicamente estudada em estudos clínicos com respeito ao seu potencial de abuso, não houve indicação de comportamento de dependência do medicamento nos estudos clínicos. Entretanto, não é possível prever, com base na experiência de pré-comercialização, até que ponto um medicamento com ação sobre o SNC será usado de forma inadequada, desviado e/ou usado abusivamente quando comercializado. Conseqüentemente, os médicos devem avaliar cuidadosamente a história dos pacientes no que se refere a abuso de medicamentos e acompanhar esses pacientes rigorosamente, observando os sinais de uso inadequado ou de abuso da venlafaxina (ex.: desenvolvimento de tolerância, aumento da dose, comportamento de dependência do medicamento).
REAÇÕES ADVERSAS/COLATERAIS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS:
Resultados Adversos Observados em Estudos a Curto Prazo, Placebo-Controlados, de venlafaxina cápsulas de liberação prolongada
Eventos Adversos Associados à Interrupção do Tratamento:
Os eventos adversos mais comuns que resultaram na interrupção e que são considerados relacionados com o medicamento (ou seja, que resultaram em interrupção em pelo menos 1% dos pacientes tratados com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada em taxa, pelo menos, duas vezes a dos pacientes que receberam placebo) estão apresentados na Tabela 2.
Eventos Adversos com Incidência de 2% ou mais em pacientes tratados com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada. As tabelas 3 e 4 mostram o percentual de pacientes em cada grupo que apresentou, pelo menos, um episódio de um evento em determinado momento durante o seu tratamento. TABELA 3 Incidência de Eventos Adversos Decorrentes de Tratamento em Estudos Clínicos Placebo-Controlados a Curto Prazo com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada em Pacientes Deprimidos(1,2) TABELA 3
Sistema Corporal
Termo Preferido Venlafaxina cáps
Liberação Prolongada
(n = 357) % de Relato de Eventos
Placebo (n = 285)
Corpo como um todo
Astenia 8% 7%
Sistema Cardiovascular
Vasodilatação(3) 4% 2%
Hipertensão 4% 1%
Sistema Digestivo
Náuseas 1% 12%
Constipação 8% 5%
Anorexia 8% 4%
Vômitos 4% 2%
Flatulência 4% 3%
Metabólico/Nutricional
Perda de peso 3% 0%
Sistema Nervoso
Tontura 20% 9%
Sonolência 17% 8%
Insônia 17% 11%
Boca seca 12% 6%
Nervosismo 10% 5%
Sonhos anormais(4) 7% 2%
Tremores 5% 2%
Depressão 3% <1%
Parestesia 3% 1%
Diminuição da libido 3% <1%
Agitação 3% 1%
Sistema Respiratório
Faringite 7% 6%
Bocejos 3% 0%
Pele
Sudorese 14% 3%
Órgãos dos Sentidos
Visão anormal(5) 4% <1%
Sistema Urogenital
Ejaculação anormal (homens) (6,7) 16% <1%
Impotência7 4% <1%
Anorgasmia (mulheres)(8,9) 3% <1%


1). Incidência, arredondada para o percentual mais próximo, dos eventos relatados por, pelo menos, 2% dos pacientes tratados com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada, exceto os eventos seguintes que apresentaram uma incidência igual ou menor à com placebo: dor abdominal, dano acidental, ansiedade, dor nas costas, bronquite, diarréia, dismenorréia, dispepsia, síndrome de gripe, dor de cabeça, infecção, dor, palpitação, rinite e sinusite.
2). <1% indica uma incidência maior do que zero, mas menor do que 1%.
(3). Principalmente ondas de calor.
(4). Principalmente sonhos vívidos, pesadelos e aumento de sonhos.
(5). Principalmente visão turva e dificuldade de foco.
(6). Principalmente ejaculação tardia.
(7). Incidência calculada com base no número de pacientes do sexo masculino.
(8). Principalmente orgasmo tardio ou anorgasmia.
(9). Incidência calculada com base no número de pacientes do sexo feminino.

TABELA 4
Incidência de Eventos Adversos Decorrentes de Tratamento em Estudos Clínicos Placebo-Controlados a Curto Prazo com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada em Pacientes com TAG(1,2)
TABELA 4
Sistema Corporal
Termo Preferido Venlafaxina cáps
Liberação Prolongada
(n = 357) % de Relato de Eventos
Placebo (n = 285)
Corpo como um todo
Astenia 12% 8%
Sistema Cardiovascular
Vasodilatação(3) 4% 2%
Sistema Digestivo
Náuseas 35% 12%
Constipação 10% 4%
Anorexia 8% 2%
Vômitos 5% 3%
Sistema Nervoso
Tontura 16% 11%
Boca seca 16% 6%
Insônia 15% 10%
Sonolência 14% 8%
Nervosismo 6% 4%
Diminuição da libido 4% 2%
Tremores 4% <1%
Sonhos anormais(4) 3% 2%
Hipertonia 3% 2%
Parestesia 2% 1%
Sistema Respiratório
Bocejos 3% <1%
Pele
Sudorese 10% 3%
Órgãos dos Sentidos Visão
anormal(5) 5% <1%
Sistema Urogenital
Ejaculação anormal (homens) (6,7) 11% <1%
Impotência7 5% <1%
Anorgasmia (mulheres)(8,9) 2% 0%

(1). Eventos adversos com incidência no grupo venlafaxina cápsulas de liberação prolongada menor ou igual à incidência no grupo placebo não foram incluídos. Esses eventos são: dor abdominal, lesão acidental, ansiedade, dor nas costas, diarréia, dismenorréia, dispepsia, síndrome gripal, cefaléia, infecção, mialgia, dor, palpitação, faringite, rinite, tinido e aumento da frequência de micção.
(2). <1% indica uma incidência maior do que zero, mas menor do que 1%.
(3). Principalmente ondas de calor.
(4). Principalmente sonhos vívidos, pesadelos e aumento de sonhos.
(5). Principalmente visão turva e dificuldade de foco.
(6). Principalmente ejaculação tardia, inclui anorgasmia.
(7). Incidência calculada com base no número de pacientes do sexo masculino (venlafaxina cápsulas de liberação prolongada =525, placebo=220).
(8). Inclui orgasmo tardio, orgasmo anormal e anorgasmia .
(9). Incidência calculada com base no número de pacientes do sexo feminino (venlafaxina cápsulas de liberação prolongada =856, placebo=335).

Alterações nos Sinais Vitais
O tratamento com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada por até 12 semanas em estudos placebocontrolados de depressão realizados na fase de pré-comercialização foi associado a aumento da frequência de pulso de cerca de 2 batimentos por minuto em média no final da terapia em comparação com 1 batimento por minuto com placebo. O tratamento com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada por até 8 semanas em estudos placebo-controlados de TAG de pré-comercialização foi associado a um aumento da frequência de pulso de cerca de 2 batimentos por minuto ao final do tratamento em comparação com menos de um batimento por minuto no caso do placebo (ver Advertências).
Alterações Laboratoriais
O tratamento com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada durante 12 semanas em estudos placebocontrolados de depressão na pré-comercialização foi associado a aumentos médios, no final da terapia, das concentrações de colesterol sérico de cerca de 1,5 mg/dl. Essas alterações são de significância clínica desconhecida.
Outros Eventos Adversos Observados na Avaliação de Pré-Comercialização de venlafaxina comprimidos e de venlafaxina de liberação prolongada
Corpo como um todo: Freqüentes: dor torácica subesternal, calafrios, febre, dor no pescoço.
Infrequentes: edema facial, lesão intencional, mal estar, monilíase, rigidez do pescoço, dor pélvica, reações de fotossensibilidade, tentativa de suicídio, síndrome de abstinência. Raros: apendicite, bacteremia, carcinoma, celulite.
Sistema cardiovascular: Freqüentes: enxaqueca, hipotensão postural, taquicardia. Infrequentes: angina pectoris, arritmia, extra-sístoles, hipotensão, distúrbio vascular periférico (principalmente pés frios e/ou mãos frias), síncope, tromboflebite. Raros: aneurisma da aorta, arterite, bloqueio atrioventricular de 1o grau, bigeminismo, bradicardia, bloqueio de ramo, fragilidade capilar, isquemia cerebral, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca congestiva, parada cardíaca, disfunção cardiovascular (válvula mitral e disfunção circulatória), hemorragia mucocutânea, infarto do miocárdio, palidez.
Sistema digestivo: Freqüentes: eructação, aumento do apetite. Infrequentes: bruxismo, colite, disfagia, edema da língua, esofagite, gastrite, gastrenterite, úlcera gastrintestinal, gengivite, glossite, hemorragia retal, hemorróidas, melena, monilíase oral, estomatite, ulceração da boca. Raros: queilite, colecistite, colelitíase, espasmo esofágico, duodenite, hematêmese, hemorragia gastrintestinal, hemorragia gengival, hepatite, ileíte, icterícia, obstrução intestinal, parotidite, proctite, aumento da salivação, fezes amolecidas, descoloração da língua.
Sistema endócrino: Raros: bócio, hipertireoidismo, hipotireoidismo, nódulo da tireóide, tireoidite.
Sistema hematológico e linfático: Freqüentes: equimose. Infrequentes: anemia, leucocitose, leucopenia, linfadenopatia, trombocitemia, trombocitopenia. Raros: basofilia, aumento do tempo de sangramento, cianose, eosinofilia, linfocitose, mieloma múltiplo, púrpura.
Sistema metabólico e nutricional: Freqüentes: edema, ganho de peso. Infrequentes: aumento da fosfatase alcalina, desidratação, hipercolesterolemia, hiperglicemia, hiperlipemia, hipocalemia, aumento de TGO e TGP, sede. Raros: intolerância ao álcool, bilirrubinemia, uréia elevada, aumento da creatinina, diabetes mellitus, glicosúria, gota, cicatrização anormal, hemocromatose, hipercalcinúria, hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia, hipocolesterolemia, hipoglicemia, hiponatremia, hipofosfatemia, hipoproteinemia, uremia.
Sistema músculo-esquelético: Freqüentes: artralgia. Infrequentes: artrite, artrose, dor óssea, espícula óssea, bursite, cãimbra nas pernas, miastenia, tenossinovite. Raros: fratura patológica, miopatia, osteoporose, osteosclerose, artrite reumatóide, ruptura do tendão.
Sistema Nervoso: Freqüentes: amnésia, confusão, despersonalização, labilidade emocional, hipestesia, pensamento anormal, trismo, vertigem. Infrequentes: apatia, ataxia, parestesia circumoral, estimulação do SNC, euforia, alucinações, hostilidade, hiperestesia, hipercinesia, hipotonia, descoordenação, reação maníaca, mioclonia, neuralgia, neuropatia, psicose, convulsões, distúrbios da fala, estupor, fibrilações musculares. Raros: acatisia, acinesia, abuso de álcool, afasia, bradicinesia, síndrome bucoglossal, acidente vascular cerebral, perda de consciência, delírios, demência, distonia, paralisia facial, andar anormal, Síndrome de Guillain-Barré, hipercloridria, hipocinesia, dificuldade em controlar os impulsos, aumento da libido, neurite, nistagmo, reação paranóica, paresia, depressão psicótica, diminuição dos reflexos, aumento dos reflexos, idéia de suicídio, torcicolo.
Sistema respiratório: Freqüentes: aumento da tosse, dispnéia. Infrequentes: asma, congestão torácica, epistaxe, hiperventilação, laringismo, laringite, pneumonia, alterações da voz. Raros: atelectasia, hemoptise, hipoventilação, hipóxia, edema de laringe, pleurite, embolia pulmonar, apnéia do sono.
Pele e anexos: Freqüentes: erupções cutâneas, prurido. Infrequentes: acne, alopecia, unhas quebradiças, dermatite de contato, pele seca, eczema, hipertrofia da pele, erupção cutânea máculo-papular, psoríase, urticária. Raros: eritema nodoso, dermatite esfoliativa, dermatite liquenóide, descoloração capilar, descoloração da pele, furunculose, hirsutismo, leucoderma, erupção cutânea petequial, erupção cutânea pustular, erupção cutânea vesículo-bolhosa, seborréia, atrofia da pele, estrias da pele.
Órgãos dos sentidos: Freqüentes: anormalidade na acomodação visual, midríase, alteração do paladar. Infrequentes: catarata, conjuntivite, lesão da córnea, diplopia, olhos secos, dor ocular, hiperacusia, otite média, parosmia, fotofobia, perda do paladar, defeitos do campo visual. Raros: blefarite, cromatopsia, edema conjuntivo, surdez, exoftalmia, glaucoma, hemorragia da retina, hemorragia subconjuntival, ceratite, labirintite, miose, papiledema, diminuição do reflexo pupilar, otite externa, esclerite, uveíte.
Sistema urogenital: Freqüentes: disúria, metrorragia*, distúrbio prostático (prostatite e aumento da próstata)*, dificuldade para urinar, vaginite*. Infrequentes: albuminúria, amenorréia*, cistite, hematúria, leucorréia*, menorragia*, noctúria, dor na bexiga, dor nas mamas, poliúria, piúria, incontinência urinária, retenção urinária, urgência miccional, hemorragia vaginal*. Raros: aborto*, anúria, secreção das mamas, endurecimento mamário, balanite*, aumento das mamas, endometriose*, lactação*, mama fibrocística, cristalúria por sais de cálcio, cervicite*, orquite*, cisto ovariano*, ereção prolongada*, ginecomastia (homens)*, hipomenorréia*, cálculo renal, dor renal, disfunção renal, mastite, menopausa*, pielonefrite, oligúria, salpingite*, urolitíase, hemorragia uterina*, espasmo uterino*. * Com base no número de homens ou mulheres, conforme o caso.
Relatos Pós-Comercialização
Relatos voluntários de outros eventos adversos temporariamente relacionados com o uso de venlafaxina comprimidos (a forma de liberação imediata da venlafaxina) recebidos desde a introdução no mercado e que podem não ter qualquer relação causal com o uso de venlafaxina comprimidos são os seguintes: agranulocitose, anafilaxia, anemia aplástica, catatonia, anormalidades congênitas, aumento da creatinina fosfoquinase, tromboflebite de veia profunda, delírio, anormalidades do ECG (como fibrilação atrial, taquicardia supraventricular, extrasístole ventricular, taquicardia ventricular), necrose epidérmica/Sindrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme, sintomas extrapiramidais (incluindo discinesia tardia), hemorragia (incluindo sangramento dos olhos e gastrintestinal), eventos hepáticos (incluindo elevação da gama glutamil transpeptidase; anormalidades nãoespecificadas de testes de função hepática; dano hepático, necrose ou insuficiência; e esteatose hepática), movimentos involuntários, aumento da DHL, eventos semelhantes aos da síndrome neuroléptica maligna (incluindo um caso de um paciente com 10 anos de idade que pode ter tomado metilfenidato e que foi tratado e recuperou-se), pancreatite, pânico, aumento da prolactina, insuficiência renal, síndrome da serotonina, sensações semelhantes às de choque elétrico (em alguns casos, após a interrupção da venlafaxina comprimidos ou diminuição gradativa da dose) e síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético (normalmente em idosos).
Houve relatos de níveis elevados de clozapina temporariamente relacionados com eventos adversos, incluindo convulsões, após a adição da venlafaxina. Houve relatos de aumentos do tempo da protrombina ou tempo parcial da tromboplastina quando a venlafaxina foi administrada a pacientes tratados com warfarina.
POSOLOGIA:
VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) deve ser administrado em dose única diária, com alimentos, de manhã ou à noite, sempre aproximadamente no mesmo horário. Cada cápsula deve ser ingerida inteira, com líquidos, não devendo ser dividida, esmagada, mastigada ou colocada em água.
Tratamento Inicial
Depressão
Para a maioria dos pacientes, a dose inicial recomendada de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) é de 75 mg por dia, administrada em uma única dose. Nos estudos clínicos em que foi estabelecida a eficácia da venlafaxina cápsulas de liberação prolongada em pacientes ambulatoriais moderadamente deprimidos, a dose inicial de venlafaxina foi de 75 mg/dia. Embora a relação entre a dose e a resposta do antidepressivo venlafaxina cápsulas de liberação prolongada não tenha sido plenamente estabelecida, os pacientes que não responderem à dose inicial de 75 mg/dia podem beneficiar-se de um aumento da posologia até o máximo de cerca de 225 mg/dia. O aumento de dose deve ser em incrementos de até 75 mg/dia, conforme a necessidade, e deverá ser feito a intervalos não inferiores há 4 dias, uma vez que os níveis plasmáticos de estado de equilíbrio de venlafaxina e de seus principais metabólitos é atingido, na maioria dos pacientes, no dia 4. Nos estudos clínicos de determinação da eficácia, permitiu-se aumento da dose em intervalos de duas semanas ou mais; as doses médias foram de 140-180 mg/dia (ver Farmacologia Clínica).Deve-se observar que, embora a dose máxima recomendada para pacientes ambulatoriais moderadamente deprimidos também seja de 225 mg/dia para venlafaxina comprimidos (a forma de venlafaxina de liberação imediata), pacientes hospitalizados com depressão mais grave, em um estudo de desenvolvimento daquele produto, responderam a uma dose média de 350 mg/ dia (intervalo de 150 a 375 mg/dia). Não se sabe se doses maiores de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) são necessárias no caso de pacientes com depressão mais grave; entretanto, a experiência com doses mais altas do que 225 mg/dia de venlafaxina cápsulas de liberação prolongada é bastante restrita.
Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)
Para a maioria dos pacientes, a dose inicial recomendada de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) é de 75 mg/dia, em dose única. Nos ensaios clínicos que estabeleceram a eficácia da venlafaxina cápsulas de liberação prolongada em pacientes ambulatoriais com transtorno de ansiedade generalizada (TAG), a dose inicial foi de 75 mg/dia. Embora não tenha sido claramente estabelecida uma relação dose-resposta na eficácia do tratamento de TAG em estudos com doses fixas, alguns pacientes que não respondem à dose inicial de 75 mg/dia poderão beneficiar-se com o aumento da dose até o máximo de aproximadamente 225 mg/dia. Os aumentos de dose devem ser de até 75 mg/dia, conforme a necessidade, e deverão ser feitos a intervalos não inferiores há 4 dias.
Mudança de venlafaxina comprimidos para venlafaxina cápsula de liberação prolongada. Os pacientes deprimidos atualmente sendo tratados em doses terapêuticas com venlafaxina comprimidos poderão passar a tomar VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) na dose equivalente mais próxima (mg/dia), exemplo: 37,5 mg de venlafaxina duas vezes por dia para VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) 75 mg uma vez por dia. Entretanto, poderá haver necessidade de ajustes individuais da dose.
Pacientes com Insuficiência Hepática
Considerando a redução da depuração e o aumento da meia-vida de eliminação tanto para a venlafaxina como para a ODV que se observa em pacientes com cirrose hepática em comparação com indivíduos normais (ver Farmacologia Clínica), recomenda-se que a dose inicial seja reduzida em 50% para pacientes com insuficiência hepática moderada. Como há muita variabilidade individual na depuração entre pacientes com cirrose, em alguns casos, pode ser desejável um ajuste da dose às necessidades individuais.
Pacientes com Insuficiência Renal Considerando a redução da depuração da venlafaxina e o aumento da meia-vida de eliminação tanto para a venlafaxina como para a ODV que se observa em pacientes com insuficiência renal (TFG = 10-70 ml/min) em comparação com indivíduos normais (ver Farmacologia Clínica), recomenda-se que a dose diária total seja reduzida em 25-50%. Em pacientes submetidos à hemodiálise, recomenda-se que a dose total diária seja reduzida em 50% e que seja ministrada só após o término da diálise (4 horas). Visto que a depuração apresenta muita variabilidade individual entre pacientes com insuficiência renal, o ajuste da dose às necessidades individuais pode ser desejável em alguns casos.
Pacientes Idosos Não se recomenda nenhum ajuste da posologia normal para pacientes idosos unicamente com base na idade. Entretanto, como com qualquer outro medicamento para o tratamento de depressão ou do transtorno de ansiedade generalizada, deve-se tomar cuidado no tratamento de pacientes idosos. Ao aumentar a dose, deverão ser tomadas precauções adicionais para atender às necessidades individuais.
Tratamento de Manutenção Não existe um conjunto de dados oriundos de estudos controlados que indique por quanto tempo o paciente com depressão ou com transtorno de ansiedade generalizada deva ser tratado com VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina).
Há consenso, porém, que episódios agudos de depressão exigem vários meses ou mais de tratamento farmacológico após a resposta ao episódio agudo. Com base nesses dados limitados, não se sabe se a dose de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) necessária para a manutenção do tratamento é idêntica à dose necessária para atingir uma resposta inicial. Os pacientes devem ser reavaliados periodicamente para determinar a necessidade de manutenção do tratamento e a dose adequada para esse tratamento.
Estudos clínicos de TAG de 6 meses de duração demonstraram a eficácia de venlafaxina de liberação prolongada. A necessidade de se prosseguir com o tratamento em pacientes com TAG que apresentam melhora com o tratamento com VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) deverá ser reavaliada periodicamente.
Interrupção do Tratamento com VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina)
Quando o uso de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) for interrompido após mais de 1 semana de tratamento, recomenda-se, em geral, que a dose seja diminuída gradativamente para minimizar o risco do aparecimento de sintomas de abstinência. Nos estudos clínicos com venlafaxina cápsula de liberação prolongada, a redução gradativa foi conseguida reduzindo-se a dose diária em 75 mg em intervalos de uma semana. Individualização da redução gradativa da base pode ser necessária.
Os sintomas da abstinência têm sido sistematicamente avaliados em pacientes tratados com venlafaxina, incluindo análises prospectivas de estudos clínicos sobre transtornos de ansiedade generalizada e pesquisas retrospectivas de estudos de depressão. A interrupção abrupta ou redução da dose de venlafaxina em qualquer dose está relacionada com o aparecimento de novos sintomas, cuja frequência aumentou com níveis maiores de dose e com a duração maior do tratamento. Os sintomas relatados incluem agitação, anorexia, ansiedade, confusão, coordenação prejudicada, diarréia, tontura, boca seca, humor disfórico, fasciculação, cansaço, dores de cabeça, hipomania, insônia, náuseas, nervosismo, pesadelos, distúrbios sensoriais (incluindo sensação de choque elétrico), sonolência, sudorese, tremores, vertigem e vômitos. Recomenda-se, portanto, que a dose de VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) seja gradativamente reduzida e o paciente permaneça sob acompanhamento. O período necessário de redução gradativa pode depender da dose, da duração do tratamento e de cada paciente. É de conhecimento geral que ocorrem efeitos de abstinência com antidepressivos.
Trocando o tratamento de ou para um Inibidor da Monoaminoxidase (IMAO)
Pelo menos 14 dias devem transcorrer entre a interrupção de um IMAO e o início da terapia com VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina). Além disso, deve haver pelo menos 7 dias de intervalo após a interrupção do tratamento com VENLIFT OD (Cloridrato de Venlafaxina) e antes do início de um IMAO (ver Contra-Indicações e Advertências).
SUPERDOSAGEM:
Entre os pacientes tratados com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada em estudos pré-comercialização, houve 2 relatos de superdosagem aguda com venlafaxina em estudos de depressão, isoladamente ou em associação a outros medicamentos. Um paciente tomou uma associação de 6 g de venlafaxina e de 2,5 mg de lorazepam. Este paciente foi hospitalizado, tratado sintomaticamente, recuperando-se sem nenhum efeito indesejável. O outro paciente tomou 2,85 g de venlafaxina cápsulas de liberação prolongada. Este paciente relatou parestesia nos quatro membros, mas recuperou-se sem sequelas.
Houve 2 relatos de superdosagem aguda com venlafaxina cápsulas de liberação prolongada em estudos de TAG. Um paciente tomou uma associação de 0,75 g de venlafaxina cápsulas de liberação prolongada e 200 mg de paroxetina e 50 mg de zolpidem. Este paciente foi descrito como estando consciente, capaz de se comunicar e um pouco sonolento. Ele foi hospitalizado, tratado com carvão ativado e recuperou-se sem quaisquer efeitos indesejáveis. O outro paciente tomou 1,2 g de venlafaxina cápsula de liberação programada. Este paciente recuperou-se e não apresentou nenhum outro problema específico. O paciente relatou tontura moderada, náuseas, mãos e pés entorpecidos e ondas de calor e frio 5 dias após a superdosagem. Os sintomas desapareceram na semana seguinte.
Entre os pacientes incluídos na avaliação de pré-comercialização de venlafaxina comprimidos, houve 14 relatos de superdosagem aguda de venlafaxina sozinha ou em associação a outras drogas e/ou álcool. A maioria dos relatos diz respeito à ingestão na qual a dose total de venlafaxina tomada foi estimada como sendo várias vezes maior do que a dose terapêutica normal. Os 3 pacientes que tomaram as doses mais altas ingeriram aproximadamente 6,75 g; 2,75 g e 2,5 g. Os picos dos níveis plasmáticos de venlafaxina resultantes para os 2 últimos pacientes foram 6,24 e 2,35 µg/ml, respectivamente e o pico dos níveis plasmáticos da Odesmetilvenlafaxina foram 3,37 e 1,30 µg/ml, respectivamente. Não foram medidos os níveis plasmáticos da venlafaxina no caso do paciente que ingeriu 6,75 g de venlafaxina. Os 14 pacientes recuperaram-se sem sequelas.
A maioria dos pacientes não relatou sintomas. Entre os demais pacientes, o sintoma mais comumente relatado foi sonolência. O paciente que ingeriu 2,75 g de venlafaxina foi mantido em observação e apresentou 2 convulsões generalizadas e uma prolongação de QTc para 500 ms, comparado com os 405 ms da avaliação inicial. Relatouse taquicardia sinusal leve nos 2 outros pacientes.
Na experiência pós-comercialização, a superdosagem com venlafaxina ocorreu predominantemente em associação com álcool e/ou outras drogas. Foram relatados níveis de consciência alterados (variando de sonolência a coma), alterações no eletrocardiograma (por exemplo, prolongamento do intervalo QT, bloqueio de ramo, prolongamento de QRS), taquicardia sinusal e ventricular, bradicardia, hipotensão, convulsões, vertigem e morte.
Tratamento da Superdosagem O tratamento deve consistir nas medidas gerais empregadas normalmente no tratamento da superdosagem com qualquer antidepressivo.
Deve-se garantir oxigenação e ventilação adequadas das vias respiratórias. Recomenda-se monitorização do ritmo cardíaco e dos sinais vitais. Medidas gerais de suporte e tratamento sintomático são recomendadas. Não é recomendada a indução de vômitos. Pode ser indicada a lavagem gástrica com um tubo orogástrico de lúmen grande com proteção adequada das vias aéreas, se necessário, que deve ser realizada logo depois da ingestão ou em pacientes que apresentam sintomas.
Deve-se administrar carvão ativado. Devido ao grande volume de distribuição deste fármaco, é provável que a diurese forçada, diálise, hemoperfusão e a transfusão de troca (exsanguíneo) não apresentem benefícios. Não são conhecidos antídotos específicos da venlafaxina.
No tratamento da superdosagem, deve ser considerada a possibilidade de envolvimento de medicamentos múltiplos.
PACIENTES IDOSOS:
Não se recomenda nenhum ajuste da posologia para pacientes idosos unicamente com base na idade. Entretanto, como com qualquer outro medicamento para o tratamento da depressão ou transtorno de ansiedade generalizada, deve-se tomar cuidado no tratamento de idosos. Ao individualizar a posologia, precauções adicionais devem ser tomadas para aumentar a dose.
ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
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