FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Comprimidos - Embalagem com 20 comprimidos
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
Dissulfiram.............................................250 mg
Excipientes q.s.p.......................................1 comprimido
(amido de milho, carbonato de cálcio, talco, polividona 29/32, estearato
de magnésio e gluconato de amido)
(*) Dissulfiram, quimicamente, é o disulfeto de bis (dietiltiocarbonoila).
INFORMAÇÃO TÉCNICA
FARMACODINÂMICA
Experiências iniciadas em fins de 1947 na Dinamarca (Copenhague), por
JENS HALD e ERIK JACOBSEN, demostraram que a ingestão de pequenas doses
de dissulfiram provoca sintomas característicos devido à inibição,
pela droga, de aldeído-desigrogenase, causando acúmulo de acetaldeído
quando da ingestão, mesmo pequena de álcool. Esse acúmulo
de acetaldeído provoca uma reação desagradável (reação
dissulfiram/álcool) caracterizada por sensação de calor
na face, seguida por um rubor intenso, principalmente no rosto (mas que se estende,
em alguns casos, ao pescoço e parte superior do tronco e braços,
ou mesmo ao abdômen), latejamento, cefaléia, náuseas, vômitos,
fraqueza, dor no peito, dispnéia, taquicardia, palpitações,
confusão mental, hipotensão e eventualmente choque. Reações
graves podem ocorrer tais como depressão respiratória, colapso
cardiovascular, arritmias, infarto do miocárdio, insuficiência
cardíaca congestiva aguda, inconsciência, convulsão e morte.
ANTIETANOL é rapidamente absorvido no trato gastrintestinal e lentamente
eliminado.
Por vezes, uma ou duas semanas após a última dose desse medicamento
a ingestão de álcool pode produzir sintomas desagradáveis.
Quanto maior for o tempo de tratamento com ANTIETANOL, mais sensível
torna-se o paciente ao álcool.
ANTIETANOL é muito pouco tóxico: a dose letal em animais de experimentação
é de 3g para cada quilo de peso; mas as doses terapêuticas são
infinitamente menores.
FARMACOCINÉTICA
A absorção do dissulfiram é rápida, e se faz de
70% a 90% através do trato gastrintestinal. Acumula-se no tecido adiposo
(com alta concentração no fígado, rins e músculos).
É excretado pela urina, sendo 80% lentamente eliminados durante vários
dias (até uma semana).
INDICAÇÕES
ANTIETANOL é um coadjuvante no tratamento do alcoolismo crônico.
CONTRA-INDICAÇÕES
Pacientes que ingeriram recentemente álcool ou preparados contendo álcool,
paraldeído e metronidazol. Moléstia miocárdica grave ou
oclusão coronária. Psicoses exógenas.
Hipersensibilidade ao dissulfiram ou outros tiuranos.
CUIDADOS
Embora não sendo tóxico, ANTIETANOL não deve ser administrado
a pessoas portadoras de diabetes mellitus, epilepsia, tirotoxicoses, nefrites
agudas e crônicas, cirrose ou insuficiência hepática, disfunção
das coronárias, insuficiência cardíaca, dependência
de drogas, pacientes tomando fenitoína, warfarin, isoniazida ou nitritos.
ANTIETANOL somente poderá ser administrado a pacientes em estado de intoxicação
alcoólica, com total conhecimento dos mesmos. O médico deverá
informar o paciente a respeito da reação dissulfiram/álcool,
orientando-o contra o uso indiscriminado do álcool durante o tratamento
e de suas possíveis conseqüências, inclusive deve ser alertado
quanto ao uso de preparados alcoólicos, molhos e temperos, vinagres e
outros incrementos alimentícios, como também loções
após barba ou outros preparados de higiene contendo álcool. Deve
ser também alertado desses possíveis efeitos mesmo após
14 dias do uso do medicamento.
A intensidade da reação dissulfiram/álcool é variável
de indivíduo para indivíduo, proporcionalmente às quantidades
de ANTIETANOL e álcool ingeridas. Reações leves podem ocorrer
em indivíduos sensíveis que apresentam pequenas concentrações
sangüíneas de álcool entre 5 e 10 mg por 100 ml. O sintomas
são mais intensos a 50 mg de álcool por 100 ml e a inconsciência
é ocasionada freqüentemente de 125 mg a 150 mg por 100 ml. A duração
das reações varia entre 30 e 60 minutos, ou até mesmo horas,
em casos mais graves de acordo com a eliminação do álcool.
PRECAUÇÕES
Cuidados devem ser tomados quando da administração de ANTIETANOL
a pacientes com história pregressa de dermatite de contato por borracha.
Pacientes alcoólatras podem apresentar dependência a narcóticos
e sedativos. Barbitúricos podem ser administrados, com cuidado, comcomitantemente
com ANTIETANOL, sem efeitos colaterais.
A função hepática deverá ser controlada durante
o tratamento, bem como a crase sangüínea. O dibrometo de etileno
e seus vapores podem apresentar uma interação com dissulfiram,
que levou, em ratos, a alta incidência de tumores e mortalidade. Esta
correlação não foi demonstrada em seres humanos.
USO NA GRAVIDEZ
A segurança do uso da droga durante a gravidez ainda não foi demonstrada.
INTERAÇÕES DE DROGAS
Dissulfiraminterage diminuindo o processo de metabolização de
certas drogas, levando a um aumento de seu nível sangüíneo
com maiores possibilidades de toxicidade clínica.
Por exemplo, pacientes recebendo fenitoína, ou seus congêneres,
devem ser medicados cuidadosamente em virtude da possibilidade de intoxicação
por essas drogas.
Nestes casos, um controle do nível sérico da fenitoína
deve ser efetuado em dias alternados e, caso a elevação continue
ocorrendo, um ajuste da dosagem deve ser realizado.
O mesmo se aplica a pacientes recebendo anticoagulantes orais, que devem ter
sua dose ajustada, ou então deve-se suspender o dissulfiram, se este
prolongar o tempo de protrombina. Pacientes tratados com isoniazida concomitante
ao dissulfiram devem ser observados sobre o aparecimento de dificuldades no
caminhar ou alterações do estado mental e, ao primeiro sinal desses
sintomas, o dissulfiram deve ser descontinuado.
A ingestão de dissulfiram concomitante a nitritos, em ratos, demonstrou
o aparecimento de tumores no estômago dos animais, isto não ocorreu
quando da administração exclusiva de dissulfiram. Esta correlação
ainda não foi demonstrada no homem.
Há possibilidade de interação com drogas que interferem
com a regulação da pressão arterial (alfa e beta-bloqueadores),
vasodilatadores, drogas que atuam sobre o Sistema Nervoso Central (dopamina
e norepinefrina), drogas inibidoras de algumas enzimas (inibidoras da MAO) anestésicos
gerais e tabaco.
REAÇÕES ADVERSAS
Neurite óptica, neurite periférica e polineurite podem ocorrer
após a administração de ANTIETANOL. Eventuais erupções
da pele que podem prontamente ser controladas com a administração
de anti-histamínicos. Sonolência passageira, fadiga, impotência,
dor de cabeça, erupções em forma de acne, dermatites alérgicas
poderão ocorrer, em números reduzidos de pacientes, durante a
primeira e a segunda semana de tratamento. Esses sintomas geralmente desaparecem
espontaneamente com continuação do tratamento ou com a redução
da dosagem. Reações psicóticas podem ocorrer mas, na maioria
da vezes, são relacionadas à interação com drogas.
Perda da libido, gosto metálico na boca também podem ocorrer.
Alterações neuropsiquiátricas, tais como: psicoses, depressões,
manias, perda de memória, irritação, disfunção
cerebelar, convulsões, síndromes extrapiramidais. Outras reações
descritas foram aumento da colesterolemia, hepatotoxicidade, possível
trombocitopenia, possível poliartrite nodosa, mialgias e artrites.
DOSE E ADMINISTRAÇÃO
A administração de ANTIETANOL deve ser precedida de um período
de pelo menos 12 horas de abstenção total do álcool, de
preferência pela manhã.
DOSAGEM
Administrar numa primeira fase um máximo de 500 mg do medicamento (2
comprimidos), em uma dose única, por uma a duas semanas.
Na fase de manutenção a dose é de 250 mg diários
(1 comprimido), podendo variar entre 125 mg e 500 mg mas nunca ultrapassando
500 mg por dia.
NOTA
Ocasionalmente, pacientes submetidos a uma dosagem de manutenção
adequada apresentam-se aparentemente aptos para ingerir bebidas alcoólicas
sem nenhuma sintomatologia. Até que os pacientes adquiram confiança
no uso diário da droga, empregada preferivelmente dissolvida em algum
líquido, não podemos concluir que ANTIETANOL é ineficaz.
DURAÇÃO DE TRATAMENTO
O tratamento deve ser continuado até que se verifique a recuperação social e autocontrole do paciente. Dependendo do caso, a manutenção da terapia pode-se extender por meses até mesmo por anos.
SUPERDOSAGEM E TRATAMENTO
Há probabilidade de intoxicação aguda com 5g no adulto
e 2g na criança. Intoxicação subaguda pode ocorrer com
1,5 a 3g/dia por várias semanas. Os sintomas são: sonolência,
náuseas, vômitos, comportamento psicótico, paralisia ascendente
flácida, coma.
É possível a ocorrência de um dano intelectual permanente.
O tratamento é feito através de eméticos, lavagem gástrica
e administração de drogas sintomáticas.
Doses excessivas de dissulfiram podem ocasionar reações graves,
quando então deve ser instituído tratamento de choque com medicação
da pressão arterial.
Outra recomendações incluem: oxigênio, mistura carbogênica
(95% de oxigênio e 5% de gás carbônico), vitamina C em dose
maciça (1g) intravenosamente e sulfato de epinefrina.Anti-histamínicos
também devem ser usados intravenosamente.Em pacientes digitalizados,
caso apresentem hipopotassemia, os níveis de potássio devem ser
monitorados.
Reações intensas podem ser minoradas com a aplicação
de hipossulfito de magnésio ou de sódio, por via intravenosa.
INFORMAÇÃO AO PACIENTE
- ANTIETANOL é um agente terapêutico coadjuvante no tratamento
do alcoolismo crônico.
- Os medicamentados devem ser sempre conservados em local fresco e seco, em
condições de higiene, mantendo seus rótulos de maneira
visível e legível, para fácil identificação
no momento de usar.
- ANTIETANOL apresenta-se em comprimidos acondicionados em blister, do qual
são retirados no momento de uso, pressionando com o polegar.
- O prazo de validade do produto consta na embalagem externa.
- Evitar o uso de medicamento com prazo de validade vencido.
- Ação esperada do medicamento: o ANTIETANOL previne que o paciente
ingira bebida alcoólica pelo conhecimento prévio das reações
desagradáveis conseqüentes, descritas pelo seu médico assistente.
- Não deve ser usado por mulheres na idade fértil que não
estejam protegidas seguramente pelo uso de métodos contraceptivos.
- Não deve ser usado em mulheres que estejam amamentando.
- O medicamento deverá ser tomado segundo a prescrição
médica e de acordo com a posologia estabelecida nesta bula, seguindo-se
os cuidados normais na tomada de medicamentos.
- O tratamento deve ser continuado até que se verifique a recuperação
social e autocontrole do paciente. Dependendo do caso, a manutenção
da terapia pode-se estender por meses e até mesmo por anos.
- O seu médico assistente deverá ser informado do aparecimento
de reações desagradáveis de maior importância, tais
como: dispnéia, taquicardia, palpitações, confusão
mental, perda de memória.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
- Uso concomitante com outras substâncias: além da ingestão
de bebidas alcoólicas, razão principal do uso deste medicamento.
outras drogas tomadas concomitantemente podem interagir levando à possibilidade
de intoxicações, como por exemplo pacientes recebendo fenitoína
ou seus congêneres. O mesmo se aplica a pacientes recebendo anticoagulantes
orais, que devem ter sua dose ajustada ou suspender o medicamento.
- Pacientes recebendo concomitantemente isoniazida devem estar sob observação
médica e o medicamento descontinuado, se o médico assim decidir.
Há possibilidades de interação com drogas que interferem
com regulação da pressão sangüínea, vasodilatadores,
drogas que atuam sobre o Sistema Nervoso Central, drogas inibidoras de algumas
enzimas, anéstesicos em geral e tabaco.
-ANTIETANOL é contra-indicado em pacientes que tenham ingerido recentemente
álcool ou preparados contendo álcool, paraldeído e metronidazol.
É, também, contra-indicado em pacientes com moléstia miocárdia
grave ou obstrução coronariana e em pacientes com hipersensibilidade
ao dissulfiram, pessoas portadoras de diabetes mellitus, epilepsia, tirotoxicoses,
nefrites agudas e crônicas, cirrose ou insuficiência hepática
e cardíaca.
- O paciente em tratamento com ANTIETANOL deve, também, estar alertado
quanto ao uso preparados alcoólicos, molhos e temperos, vinagres e outros
incrementos alimentícios, como também loções após
a barba ou outros preparados de higiene, contendo álcool, mesmo após
14 dias do uso do medicamento.
- Cartão de identificação: Sugerimos que todos os pacientes
sob tratamento tragam consigo um cartão de identificação,
discriminando o uso de ANTIETANOL e os sintomas mais freqüentes na reação
ANTIETANOL/álcool, além de indicações sobre o médico
ou instituição para atendimento de emergência.