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O Distúrbio do Pânico é o mesmo para Homens e Mulheres
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Introdução
Distúrbios de ansiedade como o distúrbio do pânico
e a agorafobia são comuns
no âmbito psiquiátrico. Estudos anteriores mostraram que
a incidência do pânico sobre as mulheres é o dobro
quando comparada a incidência sobre os homens (1% nos homens e 2%
nas mulheres) na população geral. A agorafobia (com e sem
pânico) possui uma diferença ainda maior: 3,7% nos homens
e 7,9% nas mulheres. Outros estudos sobre a incidência populacional
do pânico apontam taxas diferentes, mas concordam sobre a maior
vulnerabilidade das mulheres sobre essa enfermidade.
Outras diferenças entre os sexos já foram relatadas como,
por exemplo, a agorafobia ser mais intensa nos homens; costuma ser complicada
com alcoolismo
mais freqüentemente que entre as mulheres. Por outro lado as mulheres
podem ter mais sintomas (mais numerosos), e procuram mais freqüentemente
os serviços de atendimento. Essas diferenças não
são unânimes entre os estudos realizados.
A finalidade desse estudo é comparar a remissão dos sintomas
ao longo do tempo entre os sexos.
Método
Foram acompanhados 412 pacientes com pânico e agorafobia. Nos primeiros
2 anos foi feito contato semestral, depois disso anual até completar
5 anos. Depois desse período a taxa de remissão do pânico
com ou sem agorafobia foi de 38% para as mulheres e 41% para os homens.
Uma diferença estatística insignificante. Os pacientes sem
complicações apresentaram mais chances de recuperação.

Resultados
Não se encontrou diferenças entre homens e mulheres quanto
ao nível educacional, estado civil, tempo de duração
da doença e idade de início do pânico. Do grupo total
apenas 18% (76 pacientes) não tinham agorafobia e desses, 42 eram
mulheres. Entre os pacientes com pânico e agorafobia 71% (238) eram
mulheres. Além da agorafobia outras comorbidades incidiram de forma
distinta entre homens e mulheres: nas mulheres encontrou-se mais
ansiedade generalizada e depressão
e nos homens mais alcoolismo. Na tabela acima está resumida a freqüência
das comorbidades. A remissão dos sintomas do pânico são
equivalentes entre ambos os sexos, mas as mulheres apresentam mais recaídas
parciais dos sintomas. A taxa de recorrência dos sintomas é
o dobro nas mulheres quando comparadas aos homens. Nos três primeiros
anos 61% das mulheres sofreram recorrências dos sintomas depois
de terem melhorado: no caso dos homens essa taxa foi de 41%.
Conclusão
O curso do pânico não é igual entre homens e mulheres
Última
Atualização:
28-10-2004
Referências Biblio.:
Am J Psychiatry 1998; 155:596602
O Distúrbio do Pânico é o mesmo para Homens e Mulheres
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