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Psicoterapia e Farmacoterapia para Pânico

A eficácia dos benzodiazepínicos, principalmente do alprazolam, clonazepam, diazepam e lorazepam no bloqueio das crises de pânico, aparentemente desestimulou as pesquisas com outras formas de tratamento. Essas medicações isoladas ou combinadas com antidepressivos tricíclicos resolveram a maior parte dos casos. Contudo os pacientes, após meses ou anos de tratamento, pedem para suspender a medicação, e quando isso é feito em 50% dos casos aproximadamente ocorrem uma recaída. Não houve até o momento qualquer forma de terapia que controlasse as crises de pânico tão bem quanto as medicações; estas permanecem portanto insubstituíveis. Contudo, algumas psicoterapias principalmente as que envolvem técnicas de relaxamento permitem uma redução da dose das medicações sem perda da eficácia dos tratamentos; portanto essas alternativas não são dispensáveis. A terapia cognitiva é especialmente adequada para a suspensão das medicações, o que deve ser feito antes ou no início da psicoterapia, para que ao fim da terapia comportamental, o paciente esteja completamente desabituado às medicações.
O curso da síndrome do pânico é incerto, flutuante e imprevisível. Como os benzodiazepínicos bloqueiam as crises, não é possível saber se elas se manifestariam sem medicações: somente suspendendo-as para se ter certeza. A suspensão das medicações com um retorno do quadro pode ser catastrófico para o paciente que se torna dependente psicológico por medo de ter novas crises. Uns outros fatores muitas vezes esquecidos são os sintomas da abstinência aos benzodiazepínicos que parecem com estados ou crises de ansiedade. Isto ocorrendo em pacientes já inseguros com a possibilidade de voltar a ter crises de pânico pode resultar no retorno às medicações mesmo que não tenha havido uma crise de fato.
Nestas circunstâncias a terapia cognitivo-comportamental se tem apresentado vantajosa para a retirar das medicações.

Última Atualização: 14-10-2004
Referências Biblio.:

Am J Psychiatry 1997; 154:773-781
Benzodiazepines and Exposure-Based Cognitive Behavior Therapies for Panic Disorder: Conclusions From Combined Treatment Trials
David A. Spiegel, M.D