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Uso de Psicotrópicos Durante a Gestação
Nenhum psicotrópico
tem o uso livre durante a gestação. Contudo, muitas mulheres
podem vir a recaír em seus distúrbios se a medicação
for suspensa. A respeito desse dilema foi realizado um levantamento bibliográfico
de 30 anos de publicações
Método - Os problemas investigados foram: teratogenicidade,
problemas no primeiro mês de vida do bebê, e seqüelas
comportamentais nas crianças cujas mães tomaram psicotrópicos
(medicações psiquiátricas).
Resultados - Os antidepressivos tricíclicos parecem não
aumentar o risco de malformações congênitas. As medicações
relacionadas a esse tipo de problema foram: lítio,
fenotiazinas, anticonvulsivantes e benzodiazepínicos. Contudo,
o risco de mal formações induzido por essas medicações
nunca foi comprovado positivamente, ou seja, o menor indício de
teratogenicidade é tratado com contra-indicação,
antes de se ter confirmado o real perigo. Como está é uma
área de muito difícil pesquisa, os avanços terminam
aqui. Assim todas essas medicações são consideradas
contra-indicadas mas nenhum elas teve comprovadamente efeito teratogênico.
Pouco se encontrou a respeito da interferência dos psicotrópicos
no recém nato e nas crianças mais desenvolvidas.
Discussão - Apesar do risco de teratogenicidade indicado
para algumas medicações o psiquiátra deve avaliar
o custo da suspensão perante o benfício alcançado.
Esta tarefa dificilmente poderá ser generalizada, pois cada caso
merece uma avaliação individual.
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A medicação psiquiátrica com a maior taxa de teratogenicidade
é o lítio com 3%, essa taxa contudo já foi questionada
num estudo prospectivo que apontou indicência semelhante de teratogenicidade
em mulheres que tomavam lítio e mulheres sem medicações
(Lancet1992), contrariando a postura "oficial". .
Última Atualização
14-10-2004
Referência Biblio.:
Am J Psychiatry 153: 592-606; 1996
Pharmacologic Management of Psychiatric Illness During Pregnancy: Dilemmas
and Guidelines
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