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Quarenta anos de Uso de Lítio

Desde sua introdução na psiquiatria, o tratamento com o lítio tem obtido na maioria dos países uma larga aceitação na profilaxia dos transtornos afetivos bipolares e unipolares. Hoje a profilaxia com o lítio é mundialmente considerada como a terapia de primeira escolha para o tratamento do transtorno afetivo bipolar ou depressivo unipolar recorrente. Neste segundo caso têm sido mais utilizados os novos antidepressivos por serem úteis na fase aguda sem necessariamente um controle sanguíneo da dose empregada. Mesmo assim o lítio não pode ser esquecido como alternativa válida para essas situações.
Houve uma época em que se esteve preocupado com uma possível indução de insuficiência renal causado pelo uso prolongado do lítio, mas foi constatado que isto não acontece. Contudo, as alterações renais causadas com o aumento total do volume eliminado pela urina (poliúria) não podem ser desconsiderados quando o lítio estiver em uso, até mesmo pelo risco de desidratação. Da mesma forma não se constatou efeitos permanentes na glândula Tireóide apesar dela aumentar de volume durante a litioterapia em muitos pacientes, ainda assim é recomendável a dosagem dos hormônios tireoideanos uma vez ao ano.
Os estudos mais recentes sugerem que o tratamento prolongado com lítio reduz a mortalidade de pacientes bipolares, tendo-se diminuído a taxa de suicídio. Em contrapartida, aumenta-se a taxa de suicídio quando os pacientes abandonam o tratamento.
Apesar de todo esse tempo transcorrido, ainda não se conhece bem o mecanismo de ação do lítio, sobre o controle dos sintomas afetivos..

Última Atualização 6-10-2004
Referência Biblio.:

Arch Gen Psychiatry 1997:54; 9-13
Fortt Years of Lithium Treatment