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Hiperatividade com Déficit de Atenção

O transtorno infantil do Déficit de Atenção com Hiperatividade é conhecido há aproximadamente cem anos. Contudo sua caracterização clínica não está finalizada e consequentemente a incidência epidemiológica pode variar significativamente de um país para outro ou de uma localizada para outra, dependendo da convenção de critérios utilizado.
Em vista dessas diferenças, as disparidades epidemiológicas encontradas entre diferentes países é considerada como problemas de convenção de diagnóstico.
Os sintomas mais comumente adimitidos como integrantes da síndrome são:
Desatenção
Dificuldade de perceber detalhes
Dificulaldade de manter a atenção
Dificuldade de aprender tarefas novas
Perde objetos com facilidade
Distraibilidade com estímulos externos
Esquecimento frequente
Hiperatividade
Inquietação com maos ou pés
Dificuldade em ficar sentado muito tempo
Dificuldade de brincar quieto
Fala excessivamente
Impulsividade
Se intromete ou interrompe a atividade ou diálogo dos outros
Responde de forma abrupta antes mesmo da pergunta ter sido feita por inteiro
Dificuldade de aguardar sua vez quando é devido

Todos esses sintomas devem ocorrer não porque a criança não entenda, mas porque não e capaz de coresponder ao que for necessário. A criança por não ter desenvolvido como o adulto sua auto-crítica, não será capaz de afirmar claramente que se esforça por cumprir o que lhe é pedido, mas simplesmente não consegue. Esta incapacidade requer do entrevistador uma boa abilidade para diferenciar a conduta desta criança de outros distúrbios da infância como o oposicional desafiante por exemplo.
Tratamento - Quanto a farmacoterapia ainda não se encontrou nenhuma medicação que superasse o metilfenidato ou outras anfetaminas. O efeito dessas medicações é bloquear a recaptação das catecolaminas, principalmente da dopamina. O pico de efeito ocorre em uma hora e dura por quatro horas. Apesar dos efeitos colaterais 80% dos pacientes se beneficiam muito dessas medicações. Essa forma de terapia é considerada segura.
Além da farmacoterapia outras formas de abordagem vêem sendo tentadas e acredita-se que a combinação de abordagens farmacológicas com psicoterapias seja a indicação futura de tratamento. Ainda não se sabe qual forma de psicoterapia ou que combinação de terapias será a mais eficiente. Dentre outras técnicas, a de relaxamento e comportamental têm sido experimentadas..

Última Atualização 13-10-2004
Referência Biblio.
:
Lancet 1998 Vol 351 No 9100 pag 429
Hiperatividade com Déficit de Atenção