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Eletroconvulsoterapia para Esquizofrenia

Desde a introdução da eletroconvulsoterapia (ECT) na psiquiatria até o advento dos neurolépticos esse tratamento foi utilizado para a esquizofrenia, depois disso até os nossos dias é usada para transtornos afetivos resistentes ao tratamento. O uso do ECT para esquizofrênicos é matéria controversa, alguns médicos acham conveniente, outros não. Esse trabalho pretende avaliar essa situação.
Discussão - A "perda" do ECT no tratamento da esquizofrenia para as medicações se deve mais a conveniência, menor custo, maior aceitação do que por menor eficácia do ECT. Os trabalhos que apontaram o ECT como ineficientes foram baseados em pacientes crônicos sem expectativas de melhoras. Aplicado de forma mais ampla o ECT pode ser útil em determinadas circunstâncias ou grupos específicos de pacientes. O ECT é particularmente útil no primeiro episódio psicótico quando os sintomas são predominantemente com agitação, hiperatividade, delírios proeminentes. Outras situações onde é particularmente útil também são: síndrome catatônica, sintomas esquizoafetivos ou marcantemente positivos.
Conclusão - O ECT ainda é um tratamento recomendado para situações específicas da esquizofrenia. São necessário estudos prospectivos com o ECT e medicações convencionais para se avaliar as vantagens dessas alternativas terapêuticas.

Última Atualização:14-10-2004
Referências Biblio.:
Schizophr Bull 22:27-39; 1996
Convulsive Therapy in Schizophrenia ?