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Introdução
- Apesar de várias modificações durante os últimos
anos a validade do diagnóstico do transtorno conversivo não
é satisfatória. Os limites dos critérios de diagnóstico
também não têm sido constantes entre os pesquisadores
do tema. Além disso, as hipóteses etiológicas são
variadas, levando à orientações de pesquisas a resultados
também variados. Os pesquisadores dividem-se em hipóteses
de origem biológica, psicodinâmica, socio-cultural e comportamental.
Conseqüentemente encontram-se enormes variações dos
resultados nas pesquisas sobre distúrbios conversivos motores.
Os estudos apontam uma variação de 15% a 74% de recuperação
espontânea do distúrbio
conversivo motor. Em vista dessa situação alguns pesquisadores
começam a afirmar que não há um transtorno motor
especificamente, mas sintomas conversivos motores complementares a outras
patologias mentais. Última Atualização:
29-10-2004
O paciente Internado
com Conversão Neste estudo retrospectivo com 220 pacientes com sintomas conversivos foi realizada uma subdivisão de acordo com os achados clínicos no momento da alta hospitalar. Quanto mais longa a duração dos sintomas e quanto mais velhos os pacientes, menor o benefício alcançado pela terapia. Um problema particularmente difícil para a terapia com os sintomas conversivos era a questão do ponto de vista do paciente. Eles não admitiam que o problema fosse psicológico, mas físico. Isto foi considerado pelos autores como uma cegueira psicológica. Referências
Biblio.: Psychother Psychosom 1990; 53:161 165 Prejuízos Motores dos Pacientes Com Converasão Os trabalhos anteriores sugeriram associações entre conversões e vários outros sintomas psiquiátricos, este trabalho tem por finalidade discutir esse assunto. Trinta pacientes com início recente de problemas motores conversivos foram comparados a um grupo controle com sintomas motores de base somática definida (por lesão). A duração dos sintomas anteriores ao início da pesquisa foi equivalente entre os grupos bem como as características de sexo e idade. Ambos grupos foram acompanhados prospectivamente. Foi realizada uma avaliação psiquatrica geral e aplicados testes a todos. Os pacientes com quadro conversivo apresentaram com maior frequência sintomas psicopatológicos (33%), além disso metade dos pacientes apresentava algum traço de personalidade patológica. O grupo controle apresentou uma incidência de 10% de sintomas psicopatológicos e 17% traços de personalidade patológica. Apesar dos pacientes com quadro conversivo com problemas neurológicos concomitantes terem sido excluídos, verificou-se em 33% deles algum problema médico geral, e 50% queixas de dores sem origem definida. O nível educacional dos pacientes com quadro conversivo era mais baixo do que os pacientes do outro grupo, tendo sido identificado com maior frequência a interrupção prematura dos estudos. O índice de auto-avaliação do estado geral também foi menor no grupo com conversão. Os autores são da opinião de que os quadros conversivos devem ser tratados como sintomas e não como diagnósticos ou categorias com psicopatologias específicas. Referências
Biblio.: J Neurol Neurosurg
Psychiatry 1997; 63:8388 |
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